As Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais, presentes no Brasil há mais de cinco décadas,representam o maior movimento social de caráter filantrópico do país.
A primeira iniciativa no Brasil ocorreu no Rio de Janeiro em 1954, liderada pela senhora Beatriz Bernis, membro do corpo diplomático americano e mãe de uma criançaSíndrome de Down que, com outras famílias, viviam o drama de não encontrarem escolas para a educação de seus filhos.
Em 1954, no Rio de Janeiro, com o apoio da Sociedade Pestalozzi do Brasil, começou a funcionar a primeira escola de APAE para criança deficiente intelectual.
Devido à necessidade de troca de experiências, divulgação e padronização de terminologias e planejamento, realizou-se em 1962, em São Paulo, a 1ª Reunião Nacional de Dirigentes Apaeanos, presidida pelo Dr. Stanislau Krynsky. Assim, pela primeira vez no Brasil, discutiu-se a questão da Pessoa Deficiente Intelectual.
No dia 10 de novembro daquele ano, foi fundada a Federação Nacional das APAEs, tendo como primeiro presidente da diretoria provisória eleita o Dr. Antônio dos Santos Clemente Filho.
Em 1963, realizou-se o 1º Congresso da Federação Nacional das APAEs, na cidade do Rio de Janeiro, ocasião em que foi aprovado o seu estatuto e eleita a primeira Diretoria da Federação Nacional das APAEs.
A Federação Nacional das APAEs adotou como símbolo a figura de uma flor margarida ladeada por duas mãos em perfil, desniveladas, uma em posição de amparo e a outra de orientação à Pessoa Deficiente Intelectual.
Atualmente o Movimento Apaeano está estruturado em quatro níveis:
vFederação Nacional das APAEs, responsável pelos rumos, diretrizes e estratégias do Movimento Apaeano e pela articulação política, defesa de direitos e ações, em âmbito nacional, em atenção à PessoaDeficiente Intelectual.
vFederação das APAEs nos Estados, responsáveis pelos rumos, diretrizes e estratégias do Movimento Apaeano e pela articulação política, defesa de direitos e ações, em âmbito estadual, em atenção à PessoaDeficiente Intelectual.
vDelegacias Regionais, com a função de organizar as APAEs nas microrregiões, orientando seus rumos e sendo o contato direto entre a base e a Federação das APAEs do Estado.
APAEs, unidades locais, prestadoras de serviços e atendimentos diretos, articulação e defesa de direitos da Pessoa Deficiente Intelectual nos municípios.